quarta-feira, junho 09, 2010

SanGrando

Quando eu soltar a minha voz
Por favor entenda
Que palavra por palavra
Eis aqui uma pessoa se entregando

Coração na boca
Peito aberto
Vou sangrando
São as lutas dessa nossa vida
Que eu estou cantando

Quando eu abrir minha garganta
Essa força tanta
Tudo que você ouvir
Esteja certa
Que estarei vivendo

Veja o brilho dos meus olhos
E o tremor nas minhas mãos
E o meu corpo tão suado
Transbordando toda a raça e emoção

E se eu chorar
E o sal molhar o meu sorriso
Não se espante, cante
Que o teu canto é a minha força
Pra cantar

Quando eu soltar a minha voz
Por favor, entenda
É apenas o meu jeito de viver
O que é amar

3 comentários:

Valéria Gomes disse...

Conseguiu deixar meu coração apertadinho de saudade de uma época, talvez a mais confusa da minha vida, mas na qual eu vivia cada dia como se fosse o último. Essa música fez em mim tatuagem e cada vez que a escuto, sangro de saudade.
Solte a sua voz, grite o mais alto que puder, mas nunca deixe de viver, amar e sonhar.

Grande beijo em teu coração!!!

Sonhos e Devaneios disse...

Minha querida que lindo poema recheado de sentimentos de querer..quando eu soltar a minha voz...da uma impressao de que quando a pessoa soltar tudo aquilo que esta la contido...bem o que estou sentindo agora

beijos cheiros

joao

Pedro Antunes disse...

do centro de Portugal, numa primeira visita a este espaço, mas no mesmo comprimento de onda, envio-te ainda que sem te conhecer, um beijo terno, para que possas receber na testa... sinal de que entendo muito bem o que é escrever a alma, o escrever sangue, o derramarmos-nos letra a letra no dia a dia...

poema lindo.. sim senhor, ainda que em cada letra existam marcas de nós vindas da alma.

mas talvez a escrita seja também isso, tornar a dor tão visivel que possa assim ser sarada pelas lagrimas da vida
Voltarei cá e desde já fica um convite a ires ao meu canto